Não há beleza no que vejo,
nada brota, tudo recua.
A nenhum destino se cruza,
no instante que flui já se
dispersa.
Nem fragmento de verdade vive
ali.
Dessa mente nasce o bruto,
tão denso quanto se agrega.
E o que em mim fica envolto,
é teu.
É teu, é dele, de outro...
Não vem, não vai, se deita.
Descansa no meu ombro, teu
silêncio,
faz disso tua pausa,
necessária.
Me vem, me vai, não larga a
minha mão,
ampara a minha queda,
me usa pela metade.
O que restar é teu, é dele, é
outro...
O que restou?
O que restou...
Restou eu, apenas eu.
Nem vento, nem tempo.
Nem o eco do vazio ficou
Se quer eu, se quer eu...
Minto, restou teu silêncio,
ficou muito.

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