José Maria e Maria José: o
encontro certeiro. A possibilidade inevitável,. Tão parecidos que não se sabia
ao certo onde terminava um e começava o outro.
Maria amava Maria, José não
queria José... Assim eles iam se entrelaçando e vivendo como se todo dia fosse
tarde de sábado e domingo, manhã de segunda.
E foi numa dessas segundas
que sufocam o sábado que Maria dormiu e não acordou José, José deitou e não
levantou Maria. Como uma chave que só abre por dentro e numa melodia perfeita e
repetida, se fecharam, ao avesso, completando o desencontro.
Não havia mais sorrisos e nos
olhares já não brilhavam segredos. O velho banco verde de praça agora era para
três. Todas as perguntas tinham respostas, toda verdade tinha motivo. Não era
sal sem tempo, doce sem morte, só terça em diante. O amor que os unia virou uma
foto na estante...
Pobre Maria que agora não é
mais José, pobre José que nunca mais se viu Maria. Frente a frente dois
estranhos sem enfeites, lado a lado um olho mágico de porta.

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