14 julho 2014

PRIMEIRO PONTO



          O tempo foi passando e calo de pé virou filho mais novo, dor no peito prato para barriga cheia e o afeto ficou sentado sem bunda quadrada. Ilusão é coisa boba! Sensação de gente sem dente, sorriso para dentro do espelho.

          Ontem, no dia mais triste da tristeza, uma estrela se apagou da memória e partiu-se em razão e cor de pedra, verteu-se entre o amor e o ódio e dançou no carnaval selado: Bodega de alma sem gente, o engolidor de emoções.

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