14 julho 2014

TERCEIRO PONTO



          Já perdi abrigo no céu e no inferno infinitas vezes. Entrei e saí deixando as portas abertas para quem quisesse passar e levar o escroto. Nunca tive medo do profano ou do divino, pois recorri a eles todas as vezes que senti alegria, medo e sede.
          Outro dia, perdi minha alma para um viajante judeu que vi passar para o norte, e a substituí pela verdadeira expressão de agonia dos que aqui vagam como se vivessem, como se tudo fosse apenas isso. E é...

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