Zé, Zé.
Como posso te explicar o que você
não viveu?
Compreender o novo,
simplificar e fazer disto
minha verdade?
Prever um dia em tons claros,
se ontem, outra noite, choveu
vermelhos de Paris?
Zé, Zé.
Como vou olhar para frente,
se você tem outro na rua ao
lado?
Por que ainda ser tão
intenso,
se teu próprio silêncio
respirou um calor fugaz?
Querer dizer sim, se de longe
foi só um sorteio de ilusão?
Zé, Zé.
Não é uma despedida, pois o
tempo,
De tão denso, abraça e
envolve.
Não é um convite, você até
sabe voar,
mas consegue tirar comigo os
pés do chão?
Se não for assim não espero,
não quero, eu sigo.
Só sabendo que, estranhamente,
sua camisa é o número do meu cabide.

0 comentários:
Postar um comentário