Queria fazer desse amor
o meu melhor poema.
Minha emoção mais sentida.
Escrevê-lo todos os dias,
guardá-lo por todas as
gavetas,
encontrá-lo no seu sorriso.
E recitá-lo...
recitá-lo aos ventos,
aos quartos,
às rosas.
Quem dera fazer deste amor
o meu maior delírio.
Num teatro de bonecos
com vestidos de cetim.
Meu chá de panela,
do café da manhã
ao abajur de fim de dia.
Para pintá-lo...
pintá-lo com o vento,
nos quartos,
uma rosa.
Mas... o que poderia com
tantos nãos?
Poderia... Pois me plantei em
uns cravos roxos
e estou deitado sobre eles
agora.
Vivendo meu delírio de toda
noite,
minha dose amarga de alegria.
E já que sonhar é sonhar,
e o resto é fantasia.
Boa noite!

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